• Rafael Mariano

LER MUITO


No fundo, ler muito é uma conseqüência do quarto aprendizado e consiste num único conselho: ler, ler e ler!


Só obtém algo interessante da vida, da escola, do trabalho, quem lê muito. E só lê muito quem lê por prazer! 0 grande problema é que as pessoas não sentem muito prazer em ler, o que é causado por dois fatores: um deles é a falta de habilidade de alguns mentores que, na tentativa de fazer o aluno ler, acabam causando o ódio pela leitura.

Como?


Obrigando o coitado a ler um livro que não foi escolhido por ele. Ora, qualquer pessoa que lide com animais conhece o velho ditado: "Você pode levar o cavalo até a água, mas não pode obrigá-lo a beber". Se você quiser que o cavalo beba, deve fazê-lo ficar com sede.


E, se você enfiar o focinho do cavalo no balde, ele não só não vai beber como vai ser tomado por uma permanente aversão pelo balde!


O outro fator da falta de prazer pela leitura é a pura e simples preguiça mental (causada, principalmente, por falta de exercício).


Por exemplo, os eternos idiotas, já comentados no passo anterior, têm cãibras nos miolos ao enfrentar a leitura de um álbum de figurinhas! Os preguiçosos são obrigados a escolher um livro, e sempre optam pelo "mais fino".


Os "nerds" já são leitores mais corajosos. Porém, às vezes, mal-orientados pela escola, partem para "leituras de bom nível" quando deveriam optar pelas "mais divertidas" já que ler precisa ser prazeroso.


Não apenas lazer, como uma das maneiras mais divertidas, mais gostosas e, estranhamente, mais úteis que um ser humano tem de passar algumas horas. Muita gente acha estranho o fato de que alguém possa se divertir (e muito!) lendo um livro. Já ouvi frases do tipo: - Para que ter as Crônicas de Nárnia? Já assisti ao filme!


Em contrapartida, qualquer leitor, ou seja, qualquer pessoa que tenha descoberto o prazer de ler dirá: - Li o livro e assisti ao filme, mas o livro é muito melhor!


É claro que o livro é melhor. Ao ler o livro, você cria o seu próprio filme, muito mais criativo do que poderia ser o filme concebido por um produtor preocupado em agradar os "anti-nerds" para obter bilheteria.

Infelizmente, porém, a quantidade de pessoas capazes de "montar seu próprio filme" é cada vez mais reduzida, porque isso exige imaginação.

Ouvir rádio e ler livros, por exemplo, exercita a imaginação. Assistir à TV, no entanto, reduz a capacidade de imaginar, pois a imagem já vem pronta.

O hábito de colocar os filhos na frente de uma TV desde a mais tenra infância transformou boa parte das atuais crianças e adolescentes (e adultos, por que não?) em semi-analfabetos, desprovidos de imaginação.

Na realidade, a mente humana tem uma característica muito interessante. Todo mundo aceita que o ser humano "fala porque pensa". Na realidade, "o homem pensa porque fala". É o ato de falar, ou seja, é a capacidade de encadear símbolos para se comunicar que faz com que o ser humano seja capaz de concatenar o raciocínio, o pensamento abstrato.

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